terça-feira, 16 de outubro de 2012

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"É como se todo mundo recebesse sementes que são capazes de crescer no jardim dos seus sonhos, mas ninguém fosse informado sequer que as tivesse. Então, quando vêem o jardim do vizinho crescendo, seja porque o vizinho realmente encontrou as sementes ou acidentalmente as espalhou, existe uma corrida para ver o que está acontecendo.

De fato, indústrias inteiras são construídas ao redor da compra, venda, e troca dos jardins de outras pessoas. Agentes são contratados, equipes de vendas são montadas, e algumas vezes ações e títulos são emitidos. Vendedores competem, advogados são contratados, e contadores são processados. Há fusões e aquisições, compras e incorporações, picniques de empresa e dias de folga.

Há sementes que crescem em jardins privados. Sementes que se tornam 'as mais vendidas.' E sementes que se tornam famílias felizes.

É uma grande bagunça, e muitas vezes divertido, mas você acreditaria que um dos maiores impedimentos que as pessoas têm, hoje em dia, para encontrar as próprias sementes, é a fascinação pelos jardins dos outros?"

domingo, 7 de outubro de 2012

Dexter


O que nós temos aqui, um serial killer tentando se passar por normal?

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Mas é uma ficção, certo? Então o que ele "é" não é importante, o que é importante é o que o público quer que ele seja: um serial killer fingindo ser normal, um monstro se escondendo em plena vista. Isso convenientemente nos deixaria fora da questão, eu admito, mas dizer isto por 7 temporadas não o torna verdade. A sua primeira dica é a narração, e as narrações têm o propósito de fazer o espectador desacreditar nos próprios olhos. Abaixe o volume, e veja: uma pessoa normal com relacionamentos normais, uma ligação com seu pai, irmã, filhos e amigos. "Mas ele não pode amar." HA! Diga-me como seria isso, sem usar exemplos da TV ou de filmes, eu estarei no bar com um bilhão de dólares de recompensa que você nunca vai receber.

E quando adolescentes e adultos secretamente me dizem (como se eles fossem os únicos) que se sentem um pouco como o Dexter, a falta de empatia, falta de emoção, "Eu me sinto como uma falsa normalidade grande parte do tempo", eu pergunto, espere, como você sabe que é assim que o Dexter se sente? Talvez você não seja como o Dexter tanto quanto ele é como você, isto é, como todo mundo. Engraçado como nós nunca nos conectamos com nenhum dos outros serial killers daquele seriado, só com o único cara que acha que é diferente de todo mundo, os quais pensam que são também diferentes de todo mundo.

"Ele é insano!" Faça o teste: ele é incapaz de entender que o que ele está fazendo é errado? Não. Ele é incapaz de se controlar? Não - ele cobre os rastros e espera por oportunidades. Ele está sofrendo de transtorno mental que prejudica sua razão? Não. Este é um homem são que foi permitido e que então permitiu a si mesmo perseguir e indulgir-se em desejos que, reconhecidamente, são bizarros*, sob a premissa de que são inatos e vão emergir eventualmente. Eu adoro o seriado e portanto estou feliz em torcer para o protagonista moralmente ambíguo, mas a TV está errada, isto não é sobre como um serial killer agiria se ele quisesse ser normal, isto é exatamente como você pensa que agiria se decidisse matar pessoas.

Texto original: http://partialobjects.com/2012/10/heres-whats-wrong-with-everyones-understanding-of-dexter/

*whacked

sábado, 11 de agosto de 2012

O Princípio da Incerteza na Psicologia


Você não pode conhecer uma pessoa sem se relacionar com ela, e uma vez que faz isso, você irrevogavelmente a modifica.

É só na relação com outro que você se define. Algumas vezes pode fazer isso com o seu Deus; mas em todo caso, qualquer adjetivo deve ser colocado em você por alguma outra pessoa. Você é corajoso? Forte? Engraçado, burro, nervoso? Tudo isso vem de outra pessoa. Então quando alguém se relaciona com você, ele(a) define quem você é. Você pode tentar controlar isto - como o narcisista tentando fazer a borderline vê-lo como ele deseja ser visto - mas no final das contas é com a outra pessoa.

Então nós somos, ou nos tornamos, qualquer coisa que alguém pense que somos? Não, é pior do que isso - nos queremos ser o que acham que somos. É por isso que mantemos a relação, de outra forma nós a mudaríamos. ("Eu me divorciei dela porque não gostei de quem eu me tornei.")

Nós fazemos isso porque é mais fácil, e nos serve. Você é bom porque ele te vê como bom - o que em troca permite a ele ser visto como alguém que pode detectar a bondade. E você aceita que é bom - ou mal/vulnerável/cínico/brilhante - porque isto serve a voê - existe algum ganho ali. Mas uma pessoa forte aceita que, por um lado a outra pessoa lhe fornece uma definição, mas por outro lado você é completamente indefinível, livre, a qualquer momento, para redefinir-se. Você pode desafiá-lo, desafiar a biologia, o ambiente, e ser qualquer coisa.

Você diz: Mas eu não posso ser uma estrela do futebol só porque eu quero. Mas isso é esperar que outra pessoa o veja de certa forma. Quer jogar bola? Vá jogar bola. "Mas não entrar em nenhum time." De novo, isso é querer mudar outra pessoa. Mude você primeiro. 

Mas e quanto a identidade? Esse é o erro, a crença inútil. Pensar que somos nosso passado; que ele nos define. Nosso passado pode ser julgado - o que mais poderia ser julgado? - mas ele não pode - não deve - nos definir, porque em qualquer momento nós somos livres para mudar para qualquer coisa, qualquer outra coisa. E então, também, podemos ser julgados por não mudar.

Em última análise, você é responsável por tudo que faz e pensa. Não pelo que acontece a você, mas pelo modo que escolhe reagir. Nada mais fez você ser o que é. Nada mais fez você fazer o que faz.

Trinity disse melhor: "A Matrix não pode te dizer quem você é."

Artigo original com algumas citações a mais no começo: http://thelastpsychiatrist.com/2007/03/the_psychological_uncertainty.html

quinta-feira, 2 de junho de 2011

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Que aventura a vida seria, se você vivesse sem desafios? Se tivesse o corpo perfeito, a auto-estima perfeita, todos te adorassem, e você ganhasse na loteria todo domingo?

Não.

Agora, e se, dolorosa como pode temporariamente ser, você escolhesse uma vida durante a qual os desafios pudessem surgir sempre que seu pensamento precisasse de expansão, com a plena condição de que cada um deles pudesse ser superado, não importa o quão assustador eles parecessem no começo?

Everything makes you more.

Besides, everyone adores you anyway.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

De onde vêm as ideias?

- As ideias não podem ser feitas de ar, Richard - respondeu, muito séria, de testa franzida. - Não podemos utilizar algodão-doce! Uma pessoa entrega a vida àquilo em que acredita. As ideias dessa pessoa devem sustentá-la, têm de suportar o peso das perguntas que ela própria faz e ainda o peso de cem, mil ou dez mil críticos, incrédulos e detratores. As ideias dessa pessoa precisam se manter de pé, de suportar a pressão de todas as consequências que gerarem.

(Richard Bach, Um)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Most people do not realize that as they continue to find things to complain about, they disallow their own physical well-being. Many do not realize that before they were complaining about an aching body or a chronic disease, they were complaining about many other things first. It does not matter if the object of your complaint is about someone you are angry with, behavior in others that you believe is wrong, or something wrong with your own physical body. Complaining is complaining, and it disallows improvement.

sábado, 6 de novembro de 2010

Stop trying to figure it out. You do good at times, you let that mind energy go. You have an amazing mind, but what if there was something beyond the mind? What if there was something … Here, I’m going to address your mind on this. Mind, what if there’s something even better, bigger, more intelligent, didn’t need chemicals and electrical circuitry to figure things out? What if there’s something that is so grand and it’s already there? What do you think about that?